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[Esta é uma tradução do artigo original postado no Dot KDE.]

Um dia cheio de palestras fascinantes

O primeiro dia de palestras do Akademy foi bem variado e interessante, cobrindo uma grande variedade de tópicos, desde o gerenciamento de projetos de metas e avanços técnicos em tecnologias Qt e KDE até um programa de odontologia de código aberto e Linux para automóveis.

Aleix Pol, presidente da KDE, deu início ao dia exatamente às 6:00 da manhã no Brasil com um vídeo feito por Bhavisha Dhruve e Skye Fentras para dar as boas vindas a todos por participarem do evento.

Após mencionar as circunstâncias bastante únicas do Akademy deste ano, Aleix introduziu a primeira palestrante, Gina Häußge.

Gina é a criadora e mantenedora do OctoPrint, um sistema cheio de funções e bem sucedido usado para controlar sua impressora 3D por meio de uma interface web. Em sua palestra, Gina tratou tanto de suas experiências boas como das ruins ao assumir o papel de mantenedora de um projeto de código aberto independente. Ela falou sobre o sentimento de liberdade e propósito adquirido ao trabalhar com o projeto, assim como dos pontos negativos de instabilidade financeira e frequentemente se sentir sozinha a despeito de estar trabalhando em algo que serviria a centenas, talvez milhares de usuários. Apesar das desvantagens, Gina admitiu alegremente que faria tudo isso novamente se tivesse a chance e que a sensação de estar ajudando outras pessoas, além da realização que experienciou, definitivamente compensam os momentos ruins.



A palestra de Gina resumida de maneira gráfica por Kevin Ottens.

Logo após foi a hora de outro contribuidor veterano de código aberto brilhar: Jonathan Riddell tratou de como liderou uma das metas atuais da comunidade KDE: Tudo sobre os apps, o projeto no qual membros da comunidade promovem e distribuem os aplicativos da KDE com liberdade, até mesmo onde não haja a área de trabalho do Plasma da KDE. Jonathan mencionou suas motivações para propor esta meta e o resultado do trabalho feito desde seu anúncio no Akademy 2019.



Jonathan Riddell falando sobre o progresso feito na meta Tudo sobre os apps.

De modo semelhante, Niccolo Venerandi apresentou sobre a meta de Consistência. Esta meta tem o objetivo de unificar a aparência do Plasma e de todos os apps da KDE de modo a fornecer uma experiência coerente para os usuários. Niccolo mencionou o fato de que o Plasma não tem problemas sérios de consistência, e sim abordagens diferentes no design de apps que pode ocasionalmente levar a uma quantidade surpreendente de visuais e comportamentos. Niccolo então nos mostra o futuro dos aplicativos da KDE e, honestamente? Parece incrível.

As apresentações tratando individualmente das metas acabaram com Méven Car falando sobre Wayland. Já não é segredo algum que o porte do software e das tecnologias da KDE para o Wayland, o substituto para o clássico sistema de janelas X, está tendo seus altos e baixos. Por isso mesmo a comunidade KDE decidiu tornar o Wayland uma prioridade. A meta do Wayland é uma tarefa difícil que exige atualizações em múltiplos componentes e fazendo como que todo o conjunto gráfico da KDE seja refeito. Como Méven explica, no entanto, a comunidade fez bastante progresso desde o Akademy 2019.

Dando continuidade à apresentação individual das metas da KDE, Niccolo Venerandi, Méven Car, Jonathan Riddell, Lydia Pintscher e Adam Szopa se reuniram para sintetizar como foi o primeiro ano e o subsequente aprendizado em lidar com as metas.

Após a reunião, Andreas Cord-Landwehr falou por dez minutos sobre o SPDX, um sistema usado para licensiamento mais eficiente. Nesta apresentação aprendemos que identificadores do SPDX são um passo importante para permitir o uso de ferramentas automáticas que verifiquem declarações de licensiamento. Andreas explicou as vantagens de usá-las e quão simples é aplicar elas. Ele também deu um resumo curto sobre o que já foi feito em relação ao KDE Frameworks e onde contribuidores podem ajudar e dar apoio à conversão para o SPDX.

Em seguida Shawn Rutledge tratou de Edição de Markdown usando QTextDocument em outra palestra de 10 minutos. Shawn adicionou suporte ao Markdown de primeira no Qt 5.14 e como alternativa ao conjunto limitado de HTML que o QTextDocument costumava usar. Durante a palestra, ele demonstrou alguns editores WYSIWYG escritos com widgets e com Qt Quick.

Como última apresentação curta antes do almoço, Carl Schwan expôs Como criar um bom site promocional para o seu projeto. Carl é o contribuidor principal por trás das melhorias drásticas em muitos dos sites da KDE, incluindo o kde.org. Durante a palestra, Carl apresentou o tema de Jekyll da KDE, a motivação por trás do projeto, e explicou brevemente como o tema pode ser usado para criar um site da KDE. Ele também apresentou exemplos de sites com design pobre e como eles podem ser melhorados para tornar os projetos mais atrativos para usuários em potencial.



Os Akadêmicos aproveitando o período de descanso entre as palestras da manhã e da noite.

No período da tarde, as apresentações tiveram início com a palestra do conselho administrativo do KDE e.V. e relatórios dos Grupos de Trabalho. O conselho falou aos atendentes sobre todas as coisas que eles fizeram ao longo do ano desde o último Akademy. Algumas ações de destaque foram o aumento do número de três empregados pagos para cinco, a migração para o GitLab e um aumento no fundo de suporte para os membros da comunidade. O conselho então prosseguiu tratando dos detalhes das atividades do vários grupos de trabalho, embora algumas de suas apresentações tenham sido relocadas para o fim do dia devido ao tempo disponível.

O texto completo do Relatório Anual da KDE – 2019 está disponível para leitura à vontade.

E então voltamos à programação de palestras com a Atualização do gerenciamento de entrada, apresentado novamente por Shawn Rutledge. Nesta palestra, Shawn falou sobre o que está por vir e as várias metas para eventos de entrada no Qt 6.



Cornelius Schumacher contando a história da KDE Free Qt Foundation.

Enquanto isso, na sala 2, Cornelius Schumacher falou sobre a KDE Free Qt Foundation. Estabelecida em 1998, a KDE Free Qt Foundation foi fundada para manter o Qt toolkit livre para a KDE e todos os outros projetos de software livre. A fundação se manteve firme durante as mais de duas décadas de períodos ocasionalmente turbulentos que o Qt e a KDE passaram juntos. Cornelius narrou a história de como isso tudo funcionava.

E falando da The Qt Company… Um pouco depois, na sala 1, Richard Moe Gustavsen falou sobre Suporte nativo a estilos para desktop com o Qt Quick Controls 2 e o trabalho contínuo da empresa para dar suporte à escrita de aplicativos de desktop usando Qt Quick Controls 2.

Ao mesmo tempo, na sala 2, Aleix Pol tratou dos Produtos da KDE e como visualizar a relação deles com os usuários. Na palestra, Aleix introduziu um sistema para ajudar desenvolvedores a garantir que a comunidade de software livre e seus usuários sejam protegidos.

Na sequência, na sala 1 Patrick Pereira apresentou Criação rápida de protótipos QML – Desenvolvendo ferramentas para melhorar o desenvolvimento e protótipos QML. Em sua palestra, Patrick falou sobre como a criação de protótipos é feita por todo desenvolvedor de QML e como fazer isso de modo eficiente. Ele utilizou dois projetos como exemplo: QHot (um programa para atualização ao vivo de arquivos QML aninhados) e QML Online (um editor QML online feito com WebAssembly) para explicar como diminuir o tempo de desenvolvimeto e a curva de aprendizado para o QML.



Jonah Thelin dentro de seu carro falando sobre linux em carros.

Na sala 2, Johan Thelin deu início à sua palestra Linux em carros – O que que há? de dentro de seu carro. Literalmente. Johan falou de como carros ainda usam tanto software proprietário ao ponto de ser difícil encontrar as partes que são efetivamente de código aberto, mesmo quando o linux é usado por trás. Ele também falou sobre que medidas são necessárias para melhorar a situação e como software da KDE pode servir para esse tipo de uso.

Logo após essa sequência de palestras de extensão normal, houve três apresentações rápidas de 10 minutos.

Com o Flatpak, Flathub e a KDE: Um resumo geral, Albert Astals Cid introduz a platéia ao Flatpak, explica o que o Flathub é e como a KDE interage com ambos.

Nicolás Alvarez então falou de Como melhorar a infraestrutura de servidores da KDE, da formação do grupo de trabalho dos sysadmins, e explicou aos atendentes como o time de sysadmin está no processo de tornar servidores da KDE melhor gerenciáveis reduzindo “dívidas técnicas”, transferindo tarefas manuais para scripts, melhorando a documentação e tornando mais coisas testáveis localmente antes de sua inserção nos servidores reais.

Na última apresentação rápida do dia, David Edmundson deu dicas de Como ganhar um argumento com um mantenedor, uma vez que testemunhou e participou de centenas de discussões no Bugzilla e no Phabricator que acabavam se tornando impasses emocionais. Ele compartilhou com a platéia os métodos que ele viu funcionar para alcançar meio-termos produtivos e alertou de certas que atitudes que podem levar situações técnicas a experiências desagradáveis para todos.

Logo após se seguiu uma das apresentações mais surpreendentes do dia apresentada por Tej Shah, doutor em Odontologia dos EUA. Tej falou sobre seu projeto Clear.Dental e sua tentativa de converter a odonto para o lado do código aberto usando o poder do Linux, do Qt e da KDE. Ele revisou o estado dos softwares usados no tratamento de dentes (lamentável, por sinal), o problema que existe com os programas atuais, e como o Clear.Dental pode contribuir para resolver tudo isso.

Ao mesmo tempo, na sala 2, Camilo Higuita tratou de seu projeto filho, o Maui, e deu à audiência um geral sobre o que há de novo no grupo de apps, serviços, bibliotecas e infraestrutura de UI que o Maui fornece para criar programas elegantes.

Na sessão seguinte, Rohan Garg deu uma lição aos atendentes com seu Introdução ao hardware gráfico no Linux explicando como a crescente popularidade dos dispositivos ARM levou à criação de arquiteturas de plataforma com hardware gráfico mais peculiar. Ele falou sobre o básico do stack gráfico do Linux funciona e a história por trás de como chegamos aos atual design do Gallium no Mesa.

Por fim, a participante do Google Summer of Code, Amy Spark, exibiu Integrando programas de código aberto de hollywood com aplicativos KDE com o porte da tecnologia de animação da Disney para o Krita. O SeExpr dá a artistas usando o Krita acesso à geração procedural de texturas, permitindo a inclusão de detalhes ínfimos de superfície, efeitos de iluminação, superposições e outros com o aperto de um botão. Como linguagem de script, ele dá aos criadores de conteúdo a flexibilidade necessária para garantir resultados perfeitos de maneira consistente alterando o algoritmo a suas necessidades. Amy teve que superar várias barreiras técnicas durante o processo de portar, uma vez que o SeExpr foi feito originalmente para rodar em um conjunto de software proprietário específico.



David Revoy mostrando um exemplo do SeExpr sendo usado em uma imagem da webcomic "Pepper and Carrot".

Caso você tenha perdido, as palestras do dia estão disponíveis online em três blocos: um da manhã e dois para cada uma das salas usadas à tarde. Nós também gravamos todas as palestras e você poderá assistir cada uma separadamente nas plataformas de vídeo da KDE disponíveis em breve.

Amanhã nós iremos fazer streaming novamente via BigBlueButton, diretamente dos nossos servidores, e pelo YouTube.

[Esta é uma tradução do artigo original postado no Dot KDE.]

Multithreading, vieses e bastante QML

O Akademy teve seu início hoje com sessões de treinamento

De manhã, Nuno Pinheiro do KDAB apresentou lições de Design de UI/UX usando QML para aplicações de desktop. O workshop incluiu exercícios práticos de boas práticas e de integração, assim como dicas sobre design de UI inovador. A sessão começou com os atendentes mencionando ao Nuno em que projetos eles estavam trabalhando e como eles achavam que a lição os ajudaria.

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Nuno comparando o QML a um filme do Sergio Leone.

Enquanto isso, na sala 2, Milian Wolff, outro engenheiro sênior de software do KDAB ensinou sobre Depuração e Profiling no Linux. Este treinamento tinha um nível um tanto mais avançado e requeriu algum conhecimento e experiência com Qt e C++, assim como entendimento básico de programação com múltiplos threads. A sessão tratou das ferramentas de depuração e profiling mais comuns no Linux e os atendentes aprenderam a usá-las assim como interpretar os resultados.

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Milian demonstrando técnicas de profiling.

Na sala 3, Michael Friedrich, defensor notório de desenvolvimento usando o GitLab, nos ensina Acelerando seu fluxo de desenvolvimento com o GitLab com seu workshop de melhores práticas. Michael nos ensina os primeiros passos para lidar com gerenciamento de projetos no Gitlab (issues, boards, labels, templates, etc.) atrelado a fluxos de desenvolvimento. Aprendemos como criar nosso primeiro merge request (MR) para solucionar um issue e fomos guiados a respeito do uso de branches, revisão de código, processos de aprovação, além de feedback de testes de CI automatizados em MRs.

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Michael mostrando como o GitLab pode acelerar seu fluxo de desenvolvimento.

No período da tarde, Albert Astals Cid apresentou o Introdução ao QML na sala 1. O Albert ensinou como criar interfaces de usuário fluidas usando a linguagem QML e também tivemos a chance de aprender como aplicar rotinas do QML para integração com a lógica do C++.

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Albert dando uma aula de mestre sobre desenvolvimento de apps com QML.

Na sala 2, David Faure falou sobre Multithreading com Qt, essencial para desenvolvedores que queiram criar aplicativos rápidos e responsivos para computadores, celulares e dispositivos embarcados utilizando-se de um número crescente de núcleos de processamento.

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David tratando da questão delicada que é lidar com multithreading no Qt.

Por fim, para dar uma boa variada no conteúdo, a Dra. Carlee Hawkins tratou sobre Viés implícito na sala 3. Nesta sessão, fomos ensinados a levar em conta os nossos próprios vieses a respeito de raça, gênero, idade, entre outros. O modo que pesquisadores entendem por viés é explorado detalhadamente e aprendemos a como mitigar a influência dos nossos vieses nos nossos próprios pensamentos.

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Carlee ajudando a identificar e compensar pelos nossos vieses implícitos.

Os conselhos fornecidos pela Dra. Hawkins ajudará a comunidade KDE a se tornar mais receptiva e diversa para todos.

Um mês sossegado após a nossa grande conferência deste fim-de-semana, a Akademy. Junte-se a nós online na Sexta-Feira 4 para falar sobre tudo do KDE.

Novos lançamentos

PBI 1.7.8

Integração de Navegadores do Plasma - A nossa extensão para o Chrome e o Firefox teve uma actualização.

Isto corrige o funcionamento deles com os navegadores Vivaldi e Brave. Corrige os controlos de vídeo com ‘iframes’. Algumas páginas Web definem as imagens de capas dos álbuns através da API de Sessão Multimédia em JavaScript, mas para os que não suportam, é usado o publicador do leitor de vídeo como capa do álbum. Corrige a detecção de notificações de “mensagens novas” que não necessitam de controlos, face às que apenas comunicam o seu tamanho de forma errada.

Kontrast


Kontrast

Kontrast

Uma nova ferramenta de acessibilidade deste mês é o Kontrast. É uma ferramenta de verificação de contraste de cores e diz-lhe se as suas combinações de cores são acessíveis para pessoas com deficiências de visualização das cores.

KPhotoAlbum 5.7


KPhotoAlbum Claro e Escuro

O KPhotoAlbum 5.7 teve uma nova versão com arrumações de código mas também com algumas funcionalidades novas.

Adicionou o suporte para os esquemas de cores personalizados. O KPhotoAlbum tem agora também um “Modo Escuro”. Existem algumas opções experimentais para o afinamento da pesquisa de imagens. Também adicionou uma ferramenta da linha de comandos, o ‘kpa-thumbnailtool’, para gerir a ‘cache’ de miniaturas do KPA.

Correcções de erros

Tellico

O gestor de colecções Tellico teve uma actualização que melhora o acesso à colecção de cinema francês Allocine, à colecção de Cinema Russo Kinopoisk, à Goodreads, o maior portal mundial para os leitores e recomendações de livros e a nossa própria Loja do KDE.

Recebido

Foi adicionado este mês ao KDE Review o ‘plugin’ de SeExpr para o Krita, uma versão alternativa do SeExpr da ‘Walt Disney Animation Studios’, com base no Google Summer of Code 2020.

Loja de Aplicações

Existe uma actualização na conferência ‘online’ KDE is All About the Apps no Akademy neste Sábado, 5 de Setembro, às 09:30UTC.

Uma conversa-relâmpago sobre o Flatpak, Flathub e o KDE às 18:30UTC no Sábado.

Depois no Sábado terá tutoriais sobre os Snaps, pacotes do Neon, a compilação do seu primeiro Flatpak e a criação da sua primeira aplicação no AppImage.

Versão 20.08.1

Alguns dos nossos projectos são lançados de acordo com as suas próprias agendas e alguns são lançados em massa. A versão 20.08.1 dos projectos foi lançada hoje e deverá estar disponível através das lojas de aplicações e distribuições em breve. Consulte mais detalhes na página da versão 20.08.1.

Algumas das correcções incluídas nesta versão de hoje são:

  • No Kontact, os códigos QR agora funcionam na antevisão dos contactos.

  • A configuração do gráfico do espaço em disco na barra de estado do Dolphin agora é aplicada correctamente de novo.

  • A criação de alarmes a partir de modelos na chamada de atenção de eventos do KAlarm foi corrigida.

  • As transmissões apenas de áudio podem agora ser inseridas na linha temporal de vídeo do Kdenlive.

Notas da versão 20.08Página de transferências de pacotes na WikiPágina de informação do código do 20.08.1 • [Registo de alterações completo do 20.04.1](https://kde.org/announcements/changelog- releases.php?version=20.08.1)

(Ok a piada com seqtembro funciona melhor na versão em inglês, seqtember, mas simbora)

Por uma grande coincidência, obra do destino, ou nada disso, teremos um Setembro de 2020 repleto de eventos virtuais e gratuitos de alta qualidade sobre Qt e KDE.

Começando de 4 à 11 do referido mês teremos o Akademy 2020, o grande encontro mundial da comunidade KDE que esse ano, por motivos que todos sabemos, acontecerá de forma virtual. A programação do Akademy traz palestras, treinamentos, hacking sessions, discussões com foco em aplicações KDE específicas, e mais, reunindo hackers, designers, gerentes de projetos, tradutores, e colabores dos mais diversos segmentos para discutir e planejar o KDE e seus futuros passos.

E como falamos em KDE, por extensão, também falamos em Qt – afinal, grande parte das aplicações é escrita nesse framework. Portanto, mesmo que você trabalhe com Qt mas não use nada do KDE, vale a pena participar do evento – e também se perguntar “porque diabos não estou usando e desenvolvendo aplicações do KDE?”.

Um incentivo extra é que durante o Akademy, entre 7 e 11, acontecerá o Qt Desktop Days, evento da KDAB voltado para Qt no desktop (surpresa?). A programação preliminar já está disponível e será muito interessante ver os avanços da tecnologia em um campo que pode parecer menos sexy hoje em dia, por conta da muita atenção dada a projetos mobile ou embarcados, mas que pelo contrário, continua vibrante e recebendo muito investimento.

Após uma rápida pausa para um respiro, temos a Maratona Qt. Nosso amigo Sandro Andrade, professor do IFBA e colaborador de longa data do KDE, resolveu dedicar uma semana inteira, de 14 à 18 de setembro, para apresentar 5 tópicos sobre o Qt tratando de seus fundamentos e passos iniciais de cada um. O programa cobre QML, C++ e Qt, Qt no Android, no iOS, na web (sim!), computação gráfica e mesmo jogos! Extremamente recomendada pra todo mundo que conhece ou quer conhecer o framework.

A Maratona Qt vai servir como um esquenta para a QtCon Brasil 2020, esse ano também virtual. Em 26 e 27 de setembro o pessoal da qmob.solutions reunirá desenvolvedores Qt de vários países para apresentarem, entre outras coisas, trabalhos com Wayland, visão computacional e IA, análise de dados, Python, containers, prototipagem, embarcados, e outros, tudo envolvendo Qt! E também haverá uma apresentação sobre a próxima versão major da ferramenta, Qt 6.

Portanto pessoal, reservem este mês para uma grande imersão nos vários aspectos e possibilidades disponibilizadas pelo Qt.

Dezenas de aplicações do KDE têm versões novas lançadas pelo serviço de versões do KDE. Novas funcionalidades, melhorias de usabilidade, remodelações e correcções de erros, tudo isto contribuir para ajudar a acelerar a sua produtividade e a tornar este novo lote de aplicações mais eficiente e agradável de usar.

Isto é o que poderá investigar mais à frente:

Dolphin

O Dolphin mostra antevisões de vários tipos de ficheiros.

O Dolphin é o explorador de ficheiros e pastas do KDE que o ajuda a procurar, copiar e abrir os ficheiros e pastas. Como tal, uma das funcionalidades principais é dar-lhe uma ideia clara do que contém cada ficheiro. A apresentação de miniaturas é crucial para esse fim, e o Dolphin tem sido capaz de lhe apresentar antevisões de imagens, ‘clips’ de vídeo e até ficheiros 3D do Blender já há muito tempo.

Nesta nova versão, o Dolphin adiciona miniaturas para os ficheiros no Formato de Fabrico 3D (3MF) na lista e poderá também ver antevisões dos ficheiros e pastas nos sistemas de ficheiros encriptados, como os Cofres do Plasma. Isto é feito de forma segura, guardando as miniaturas em ‘cache’ no próprio sistema de ficheiros, ou então gerando-as sem armazenar versões em ‘cache’, caso seja necessário. Em qualquer dos casos, tem o controlo absoluto de como e quando o Dolphin lhe mostra o conteúdo de um ficheiro, dado que poderá configurar de forma independente o valor-limite do tamanho dos ficheiros para mostrar as antevisões dos ficheiros locais e remotos.

Outra forma de identificar os ficheiros é através dos seus nomes. No caso de o nome do ficheiro ser demasiado grande para apresentar, os programadores ajustaram o comportamento de redução do nome do ficheiro. Em vez de cortar a parte do meio do nome do ficheiro ou pasta como acontecia nas versões anteriores do Dolphin, a nova versão corta a parte final e mantém sempre a extensão do ficheiro (se estiver disponível) visível a seguir às reticências. Isto torna mais simples a identificação dos ficheiros com nomes compridos.

O Dolphin agora recorda e repõe a localização que estava a ver, as páginas abertas e as áreas divididas que tinha quando as fechou da última vez. Esta funcionalidade está activa por omissão, mas poderá ser desactivada na página de “Arranque” na janela de “Configuração” do Dolphin.

Por falar em melhorias de usabilidade, o Dolphin tem-lhe sempre permitido montar e explorar as partilhas remotas, sejam elas por FTP, SSH ou outros protocolos. Mas agora o Dolphin mostra as montagens remotas e do FUSE com nomes visíveis amigáveis em vez da localização completa. Melhor ainda: Também poderá montar imagens ISO com um novo item do menu de contexto. Isto significa que poderá transferir e explorar um sistema de ficheiros que irá gravar posteriormente para um disco ou dispositivo USB.

O Dolphin permite-lhe montar imagens ISO.

O Dolphin recebeu um número espantoso de funcionalidades, mas poderá adicionar ainda mais através dos ‘plugins’. Anteriormente, se queria adicionar os ‘plugins’ ao menu “Serviço” (procure em Configuração > Configurar o Dolphin > Serviços) tinha normalmente de executar um programa ou instalar um pacote da distribuição. Agora consegue instalá-los directamente a partir da janela para “Obter coisas novas” sem passos manuais intermédios. Outras alterações na página de configuração dos “Serviços” é que possui agora um novo campo de pesquisa no topo que o ajuda a encontrar rapidamente o que procura e a lista de serviços está agora ordenado alfabeticamente.

Mudar as coisas de sítio é mais fácil com o novo Dolphin, já que tem acções novas para mover ou copiar rapidamente os ficheiros seleccionados numa área dividida para uma pasta na outra área. Para explicar melhor o que se está a passar, ao arrastar um ficheiro, o cursor agora muda para um mão a pegar em vez do cursor de “cópia” que usava nas versões anteriores.

Também poderá calcular e apresentar os tamanhos das pastas no disco com a área de “Detalhes” e o painel de “Informações” do Dolphin agora mostra informações úteis sobre o Lixo. Também é possível navegar entre o campo de pesquisa do Dolphin e os resultados com a tecla de cursor para Baixo.

Finalmente, uma nova funcionalidade útil é que o Dolphin 20.08 vem com um novo item de menu “Copiar a Localização”…

Konsole

O Konsole recebeu algumas funcionalidades novas e excitantes.

… Tal como na aplicação de terminal do KDE, o Konsole! Isto significa que poderá carregar com o botão direito sobre um item visível no Konsole, escolher a opção “Copiar a Localização” do menu de contexto e depois copiar e colar a localização completa do ficheiro ou pasta para um documento, outro terminal ou uma aplicação.

O Konsole também vem com uma nova funcionalidade que mostra um realce subtil das novas linhas que vão aparecendo quando o resultado do terminal está em deslocamento rápido, e mostra-lhe uma antevisão em miniatura dos ficheiros de imagens quando passar o seu cursor sobre eles por omissão. Mais ainda, quando carregar com o botão direito sobre um ficheiro sublinhado no Konsole, o menu de contexto aparece e apresenta um menu “Abrir com” que poderá usar para abrir o ficheiro com qualquer aplicação à sua escolha.

Ser capaz de dividir a janela do Konsole e adicionar páginas separadas para fazer várias coisas ao mesmo tempo é algo que já existe há bastante tempo, mas agora os cabeçalhos das áreas divididas poderão ser desactivados, assim como é possível aumentar a espessura do separador. Poderá também vigiar uma página pela finalização do processo activo e a atribuição de cores às páginas do Konsole!

Novo processo de monitorização no Konsole

Falando em páginas, o atalho predefinido do Konsole (Ctrl+Shift+L) para “Dissociar a página actual” foi removido, para que não seja mais fácil de dissociar a página actual por engano, quando o que queria era limpar o ecrã com o Ctrl+Shift+K.

A melhoria de usabilidade final nesta versão é que o cursor em I do Konsole agora segue o tamanho do texto em vez de ter sempre o mesmo tamanho.

Yakuake

Novo ícone do Yakuake

Falando em terminais, o Yakuake é o emulador de terminal suspenso do KDE. Ele desdobra-se do topo do ecrã sempre que carregar em F12 e também recebeu um conjunto de melhorias para esta versão. Por exemplo, agora permite-lhe configurar todos os atalhos de teclado que vêm do Konsole e agora existe um novo item da bandeja do sistema que lhe mostra quando o Yakuake está em execução. Podẽ-lo-á esconder, como é óbvio, mas fica mais fácil de perceber se o Yakuake está activo e pronto ou não. Também oferece uma forma gráfica de o invocar.

Outra coisa que fizemos foi melhorar o Yakuake para o Wayland. A janela principal do Yakuake não aparece mais por cima de nenhuns painéis de topo que tenha visíveis.

Digikam 7.0.0

O DigiKam é a aplicação de gestão profissional de fotografias do KDE e o que se passou é que a equipa acabou de lançar uma nova versão principal, a 7.0.

Reconhecimento de Caras do Digikam

Um dos destaque principais do digiKam 7.0.0 é a melhoria do reconhecimento de caras com a utilização de algoritmos de IA por aprendizagem. Poderá ver a discussão no Akademy no ano passado para perceber como é que isto foi feito. Existirá mais trabalho em breve, nas próximas versões, para o reconhecimento de caras e outros reconhecimentos automáticos.

Reconhecimento de Caras do Digikam

O pacote Flatpak foi agora também disponibilizado no Flathub, assim como uma nova versão diária instável para os colaboradores de testes. O DigiKam também está disponível para o Linux através de AppImages e dos repositórios das suas distribuições. Existem também versões do digiKam para o Windows e o Mac.

Kate

Fizemos alguns ajustes na interface do nosso editor de texto Kate. O menu “Abrir um Recente” agora mostra os documentos abertos no Kate a partir da linha de comandos e também de outras fontes, e não apenas as que foram abertas na janela de ficheiros. Outra alteração é que a barra de páginas do Kate agora está visualmente consistente com todas as barras de páginas nas outras aplicações do KDE e abre as páginas novas à direita, como acontece nas outras barras.

Elisa

O Elisa é um leitor de música leve para os computadores e para dispositivos móveis.

O Elisa é um leitor de música leve que funciona no seu computador ou no seu dispositivo móvel. O Elisa agora permite-lhe mostrar o progresso da música actualmente a tocar de forma incorporada, e agora a barra superior adapta-se ao tamanho da janela e ao formato de dispositivo. Isto significa que tem bom aspecto numa orientação em retrato (por exemplo, no seu telefone) e consegue-se ajustar até ficar realmente pequena.

KStars 3.4.3

O KStars é a aplicação do KDE para os aficionados de astronomia.

Finalmente, a aplicação de astronomia KStars adicionou algumas funcionalidades de calibração e focagem na nova versão. A máscara de Bahtinov é um dispositivo usado para focar pequenos telescópios astronómicos com precisão.. É útil para os utilizadores que não têm um sistema de focagem a motor e preferem focar manualmente com a ajuda da máscara. Depois de capturar uma imagem no módulo de focagem com o algoritmo da máscara de Bahtinov seleccionado, o Ekos irá analisar as imagens e as estrelas dentro dele. Se o Ekos reconhecer o padrão de estrelas de Bahtinov, irá desenhar linhas ao longo do padrão de estrelas em círculos no centro e com um deslocamento a indicar a focagem.

Novo algoritmo de focagem do KStars
Calibração do KStars

Foi adicionado um “Gráfico de Calibração” ao lado direito do “Gráfico de Desvio”. Mostra as posições da montagem registadas durante a calibração da guia interna. Se as coisas estiverem a funcionar bem, deverá mostrar pontos em duas linhas que formam ângulos rectos entre si - uma quando a calibração empurra a montagem para trás e para frente ao longo da direcção da AR, e depois quando faz o mesmo para a direcção da DEC. Não tem muita informação, mas poderá ser útil de ver. Se as duas linhas formarem um ângulo de 30 graus entre si, algo de errado se está a passar com a sua calibração! Em cima aparece uma imagem da mesma em acção com o simulador.

O KStars está disponível para transferência no Android, na loja Snapcraft, no Windows, no macOS e, como é óbvio, nos repositórios da sua distribuição de Linux.

KRDC

O KRDC com o cursor remoto

O KRDC permite-lhe ver ou até controlar sessões de ambientes de trabalho noutras máquinas. A versão lançada hoje agora mostra cursores do lado do servidor adequados no VNC em vez de um simples ponto com o cursor remoto a arrastar-se atrás dele.

Okular

O Okular é o visualizador de documentos do KDE. Permite-lhe ler os documentos PDF, os livros ePUB e muitos outros tipos de ficheiros baseados em texto. Uma das correcções colocou as opções “Imprimir” e “Antevisão da Impressão” juntas de novo no menu “Ficheiro”.

Gwenview

O Gwenview é uma aplicação de visualização de imagens que vem com algumas funcionalidades básicas de edição, como o dimensionamento e o recorte. A nova versão agora guarda o tamanho da última área de recorte usada. Isto significa que poderá recortar rapidamente várias imagens do mesmo tamanho em sucessão rápida.

Correcções de erros

Skanlite 2.2.0

  • A gravação passou para uma tarefa separada para não bloquear a interface durante a gravação

  • Interface de D-Bus para as combinações de teclas e para controlar a digitalização

Spectacle

  • Os atalhos da funcionalidade de temporização do Spectacle, o Shift + Printscreen (tirar uma fotografia de todo o ecrã) e o Meta + Shift + Printscreen (tirar uma fotografia de uma região rectangular) agora funcionam no Wayland.

  • O Spectacle não inclui mais o cursor do rato nas capturas por omissão.

Okteta 0.26.4

  • O ‘struct2osd’ usa agora o ‘castxml’ (o ‘gccxml’ foi descontinuado).

  • Menos utilizações de código obsoleto do Qt, evitando a apresentação de avisos durante a execução.

  • Melhorias nas traduções.

Friday

10 July, 2020

Nesse sábado dia 11/07 às 10h o KDE Brasil vai voltar com episódios do Engrenagem, o videocast da comunidade brasileira (que está há 4 anos sem episódios inéditos 🙂 ).

Para retomar os trabalhos, o episódio trará 6 colaboradores brasileiros (Ângela, Aracele, Caio, Filipe (eu), Fred e Tomaz) falando de suas aplicações KDE favoritas – respectivamente, Krita, Okular, KDE Connect, Kate, Dolphin e Konsole!

Teremos comentários, apresentações de funcionalidades, e detalhes das aplicações nem sempre conhecidos por todos.

Apareçam na página do vídeo do KDE Brasil no YouTube na data e horário marcados e fique ligado para os episódios futuros!

Novos lançamentos

KTorrent 5.2.0

A aplicação de partilha de ficheiros KTorrent teve uma nova versão 5.2.0.

A melhoria da importação para fins de partilha teve melhorias na Distributed Hash Table que agora possibilitam o arranque com nós conhecidos, para que consiga fazer as transferências mais rapidamente. Em segundo plano, ele actualiza para o QtWebengine mais recente, que se baseia no Chrome, e não mais o antigo QtWebkit que se baseava no WebKit (todos eles basearam-se no KHTML do KDE já há muito tempo).


KTorrent

O KTorrent está disponível na sua distribuição de Linux.

O KMyMoney 5.1.0 foi lançado

A aplicação de banca KMyMoney versão 5.1.

Adiciona o suporte para o símbolo da Rupia Indiana: ₹. Também adicionaram a opção para as “Cobranças e pagamentos inversos” na importação OFX; para além disso, a área do orçamento agora mostra todos os tipos de contas.


KMyMoney

O KMyMoney está disponível na sua distribuição de Linux, como um pacote para Windows, outro para Mac e agora encontra-se no Homebrew do KDE.

Notas de Lançamento do KDiff3 1.8.3

A ferramenta de comparação de ficheiros KDiff3 lançou uma nova versão 1.8.3 com um conjunto de correcções de estabilidade.

A utilização do KDiff3 como uma ferramenta de visualização de diferenças para o Git não irá mais desencadear erros no caso de ficheiros não existentes. Os erros durante a comparação de pastas são devidamente encaminhados, pelo que só irá aparecer uma mensagem. Existem correcções no recarregamento no Windows. Foi removido um estoiro quando a área de transferência não está disponível. A opção para activar/desactivar o ecrã completo foi modificada para evitar uma chamada problemática à API do Qt.

Poderá obter o KDiff3 para o Windows, Mac e a sua distribuição de Linux.

Loja de Aplicações

Estatísticas da Loja da Microsoft

O Christoph Cullmann forneceu-nos uma actualização na Loja da Microsoft. O Kate e o Okular foram actualizados e, no último mês, já tiveram mais de 4000 instalações.


Kate

Entrevista da Loja de Aplicações: Flathub

O Flatpak é um dos novos formatos baseados em contentores que mudam a forma como obtemos as nossas aplicações no Linux. O Flatpak consegue lidar com qualquer anfitrião que deseje configurar uma loja mas a loja oficial é o Flathub.

Recentemente o colaborador do Flathub Timothée Ravier pediu ajuda para colocar mais aplicações do KDE na loja. Fizemos-lhe uma entrevista para saber um pouco mais.

Fale-nos sobre si mesmo, de onde vem, o que faz na vida e como é que entrou no mundo ‘open source’ e nos Flatpaks?

Chamo-me Timothée Ravier e vivo neste momento em Paris, França. Sou um engenheiro de sistemas Linux e trabalho de momento na Red Hat, tanto no Red Hat CoreOS como no Fedora CoreOS.

Entrei no mundo ‘open source’ quando instalei pela primeira vez uma distribuição de Linux em 2006 e depois nunca mais parei. A maior parte dos projectos de investigação que efectuei durante os meus estudos estavam relacionados com a segurança do Linux, o isolamento de aplicações e a segurança em interfaces gráficas. Como tal, a introdução e desenvolvimento do Flatpak captou o meu interesse.

No meu tempo livre mantenho a variante não-oficial do KDE (com o nome Kinoite) do Fedora Silverblue. Em resumo, o Fedora Silverblue é um sistema operativo imutável e a forma recomendada de instalar aplicações é usar os Flatpaks ou contentores (através do ‘podman’). Veja mais detalhes na documentação.

O que o fez submeter o seu pedido recente por aplicações do KDE no Flathub?

Em primeiro lugar quero deixar um grande “Obrigado” aos responsáveis de manutenção actuais que já fazem a manutenção das Aplicações do KDE no Flathub, dado que estão a fazer um óptimo trabalho!

Tenho sido um utilizador do KDE já há bastante tempo (comecei em 2006) e sempre quis contribuir com algo de volta. As distribuições já têm equipas estabelecidas com responsáveis de manutenção e o Flathub tinha uma grande falta de Aplicações do KDE, pelo que pareceu-me um bom ponto de partida.

Também fiz esse pedido, já que seria mais fácil se repartíssemos trabalho e também porque ajudaria a pôr as pessoas mais a par dos Flatpaks e do Flathub.

O Flatpak consegue funcionar a partir de qualquer repositório; qual é a necessidade do Flathub?

Esta pergunta realça uma das vantagens do Flathub: poderá alojar o seu próprio repositório de aplicações no seu próprio servidor e distribuí-las directamente para os seus utilizadores. Você não “precisa” do Flathub.

Por outro lado, assim como não precisa do GitHub ou do GitLab, etc. para alojar um repositório de Git, é muito mais fácil colaborar se tiver um único ponto para indicar às pessoas e aos programadores.

O Flathub tornou-se o local mais simples para procurar e experimentar de forma segura as aplicações de Linux, tanto as de código aberto como as proprietárias. Penso que isso é crítico caso se pretenda melhorar a atracção pelo ecossistema do Linux como ambiente de trabalho gráfico.

Que outras comunidades de código aberto aceitaram de bom grado colocar as suas aplicações no Flathub?

Penso que boa parte (se calhar a maioria) das aplicações do GNOME estão agora disponíveis no FlatHub.

Agora que os programadores das aplicações conseguem colocar o nosso ‘software’ directamente nas lojas como o Flathub, existem novas responsabilidades como a segurança e a manutenção das aplicações actualizadas. Consegue-nos dizer quão bem tratadas são as mesmas no Flathub?

Com o Flathub, as responsabilidades são partilhadas entre os responsáveis de manutenção da Plataforma e os responsáveis da aplicação.

As Plataformas contêm as bibliotecas de base comuns a boa parte das aplicações (estas são as plataformas do Freedesktop, GNOME e KDE) e são mantidas para manter tanto a compatibilidade de ABI como garantir actualizações de segurança imediatas.

As actualizações às restantes bibliotecas necessárias por uma dada aplicação e a própria aplicação são da responsabilidade do responsável de manutenção da aplicação.

Quais as aplicações do KDE que considera mais úteis?

Eu uso o Dolphin, o Konsole, o Yakuake, o Okular e o Ark diariamente e gosto realmente delas. Também aprecio e uso o Gwenview, o KCachegrind e o Visualizador Massif de vez em quando.

Muitas das nossas aplicações têm os seus pacotes Flatpak através dos nossos servidores do Invent e binary-factory. Está a trabalhar com estes processos ou em separado?

Os Flatpaks que são compilados na infra-estrutura do KDE são normalmente versões compiladas à noite para os programadores e utilizadores experimentarem. Aqui existe um bom conjunto de aplicações Flatpak para começar, mas algumas delas precisam de ser actualizadas. Manter este repositório actualizado ajudar-nos-á com os desenvolvimentos recentes que poderão exigir mudanças nos pacotes no Flathub. Ainda não iniciei a actualização das mesmas, mas tentarei fazê-lo em conjunto com as submissões de aplicações para o Flathub.

Consegue ver uma altura em que não existam mais RPM’s e APT’s e que as distribuições de Linux usem todas pacotes de contentores?

Não penso que isso alguma vez irá acontecer, dado que existe valor na forma como as distribuições criam pacotes das aplicações, embora isso também traga problemas. Porém, penso que menos distribuições irão depositar esforço para o fazer. Por exemplo, o Fedora cria Flatpaks a partir dos pacotes RPM e disponibiliza-os para todos. Também poderá potencialmente fazer o mesmo com os pacotes da Debian. O valor aqui não está no quê, mas em quem: confia nessa distribuição? Nos seus valores? No seu compromisso apenas com ‘software’ livre? Aí sim terá a certeza que as aplicações que instalar a partir dos repositórios deles terão os mesmos requisitos que todos os outros pacotes. O Flathub tem tanto aplicações livres como proprietárias, e isso poderá não ser adequado para todos.

Versões Agora no kde.org/applications

A nossa sub-página de Aplicações começou a apresentar informações de lançamento nela. Esperem mais sobre o assunto em breve. Se for um responsável de manutenção de uma aplicação, lembre-se de adicionar a informação de lançamento nos ficheiros do Appstream.


Informação de Lançamento

Versão 20.04.3

Alguns dos nossos projectos são lançados de acordo com as suas próprias agendas e alguns são lançados em massa. A versão 20.04.3 dos projectos foi lançada hoje e deverá estar disponível através das lojas de aplicações e distribuições em breve. Consulte mais detalhes na página da versão 20.04.3.

Algumas das correcções incluídas nesta versão de hoje são:

  • As antevisões dos ficheiros .desktop no Dolphin foram corrigidas no que respeita a localizações absolutas dos ícones

  • Os itens Por-Fazer completos agora são gravados correctamente no diário do KOrganizer

  • O texto em várias linhas colado a partir das aplicações do GTK para o Konsole já não têm mais caracteres de “mudança de linha” extra

  • O comportamento de maximização do Yakuake foi corrigido

Notas da versão 20.04Página de transferências de pacotes na WikiPágina de informação do código do 20.04.3 • [Registo de alterações completo do 20.04.3](https://kde.org/announcements/changelog- releases.php?version=20.04.3)

É sempre um agrado quando a família do KDE cresce, e é por isso que este mês estamos especialmente felizes em dar as boas-vindas ao gestor de cópias de segurança Kup e um novo esforço de geração de pacotes: Homebrew.

Novos lançamentos

Kup 0.8

O Kup é uma ferramenta de criação de cópias de segurança que poderá usar para manter em segurança os seus ficheiros.

Antigamente era desenvolvido fora do KDE, mas neste último mês passou o processo de Incubação e juntou-se à nossa comunidade, tornando-se oficialmente um projecto do KDE. O gestor de programação, Simon Persson, celebrou esse facto com uma nova versão.

Aqui estão as alterações que irá encontrar na nova versão:

  • Foi alterada a forma como as cópias de segurança do tipo ‘rsync’ são guardadas quando só estiver seleccionada uma pasta de origem. Esta alteração tenta minimizar o risco de apagar os ficheiros de um utilizador que selecciona uma pasta não-vazia como destino. Foi adicionado o código de migração para detectar e mover os seus ficheiros na primeira execução, evitando assim copiar tudo de novo e duplicar o armazenamento.

  • Foi adicionada uma opção avançada que lhe permite indicar um ficheiro o qual o Kup irá ler os padrões de exclusão para, por exemplo, indicar ao Kup para nunca gravar os ficheiros *.bak.

  • Mudança da configuração predefinida, tornando-a assim melhor.

  • Redução de avisos sobre ficheiros não incluídos, dado que estava a gerar muitos falsos alarmes.

  • O Kup não pede mais uma senha para desbloquear os discos externos encriptados, só porque se pretende mostrar o espaço disponível.

  • Correcção do facto de não tratar como falhada uma cópia de segurança só porque alguns ficheiros estava em falta durante a operação, tanto no ‘rsync’ como no ‘bup’.

  • Início da execução de verificações e reparações da integridade das cópias de segurança em paralelo, baseando-se no número de CPU’s.

  • Adição do suporte para os meta-dados do ‘bup’ na versão 3, que foi adicionada na versão 0.30 do ‘bup’.

  • Diversas correcções pequenas na interface do utilizador.

O Kup consegue criar cópias de segurança com o ‘rsync’ ou criar cópias com controlo de versões, usando a ferramenta de Python Bup. O Bup de momento só funciona em Python 2, o que significa que esta opção não estará disponível em muitas distribuições, mas uma migração para o Python 3 está em curso.


Kup

Para saber mais sobre o o Kup, o Average Linux User fez uma avaliação e um vídeo sobre o Kup há não muito tempo:

O Krita nos ‘Tablets’ de Android

Graças ao trabalho árduo de Sharaf Zaman, o Krita está agora disponível na loja do Google Play para os ‘tablets’ Android e Chromebooks (mas não nos telefones Android).

Esta versão beta, baseada no Krita 4.2.9, é a versão completa do Krita para computadores, pelo que não têm uma interface especial para ecrãs tácteis. Mas está aí, e pode mexer nela à vontade.

Ao contrário da loja do Windows e a Steam, não pedem dinheiro para o Krita, dado que é a única forma de as pessoas poderem instalar o Krita nesses dispositivos. Contudo, poderá comprar um emblema de suporte no Krita para dar suporte ao desenvolvimento.

Para instalar

  • Transfira o Krita do Google Play

  • Em alternativa, na Play Store, mude para a página de “Acesso prévio” e procure pelo org.krita. (Veja as instruções sobre o Acesso Prévio da Google. Até que exista um número razoável de transferências, terá de deslocar o conteúdo da janela para baixo um bom bocado.)

  • Também poderá obter você mesmo os ficheiros APK. NÃO peça ajuda na instalação destes ficheiros.

  • Estes são todos os locais oficiais. Por favor não instale o Krita a partir de outras fontes. Não podemos garantir a sua segurança.

Notas

  • Suporta os ‘tablets’ & Chromebooks em Android. Versões do Android suportadas: Android 6 (Marshmallow) e superiores.

  • Não compatível de momento com: telemóveis Android.

  • Se não tiver instalado nenhuma das versões do Sharaf ou uma versão que tenha sido assinada por si, terá de a desinstalar primeiro para todos os utilizadores!


O Krita no Android

Recebido

O KIO Fuse teve a sua primeira versão beta este mês.

Correcções de erros

Foram lançadas versões com correcções de erros para

  • O gestor de colecções Tellico com uma janela de filtragem actualizada que permite corresponder ao texto vazio.

  • O navegador na rede local SMB4K corrigiu a gravação da configuração ao fechar.

  • O IDE para programadores KDevelop teve uma alteração para os repositórios do KDE migrados.

Loja de Aplicações


Homebrew

Enquanto no Linux nos estamos gradualmente a habituar À possibilidade de instalar aplicações individuais a partir de uma loja de aplicações, o inverso está a acontecer no mundo do macOS e do Windows. Para esses sistemas, os gestores de pacotes estão a ser introduzidos para aqueles gostam de ter uma única fonte para controlar tudo nos seus sistemas.

O repositório de pacotes de código aberto líder nos ambientes macOS é o Homebrew, gerido por uma grande equipa de programadores, os quais incluem o antigo programador do KDE Mike McQuaid.

Neste mês, o projecto KDE Homebrew, que era executado de forma externa ao KDE, foi migrado para o KDE de forma a ser uma componente completa da nossa comunidade.

Poderá adicionar o repositório do KDE Homebrew para o macOS e obter o código-fonte do KDE compilado e pronto para você executar.

Estivemos a pôr a conversa em dia com o programador-chefe Yurii Kolesnykov e perguntámos-lhe sobre o projecto.

Fale-nos sobre si, qual é o seu nome, onde nasceu, qual é o seu interesse no KDE e no mac e o que faz no dia-a-dia?

Chamo-me Yurii Kolesnykov, venho de Donetsk (reclamado pela Ucrânia e pela República Popular de Donetsk), mas saí de lá desde que se tornou um estado falhado. Tenho uma paixão por Software Livre desde que ouvi falar sobre o mesmo, o que acontece mais ou menos no fim do ensino secundário. Penso que o KDE é simplesmente o melhor ambiente de trabalho para os sistemas Linux e Unix com muitas aplicações excelentes. O meu interesse no Mac vem do meu emprego principal, onde desenvolvo aplicações móveis para iOS como modo de vida.

O Que é o Homebrew?

O Homebrew é o gestor de pacotes mais conhecido para o macOS, funcionando mais ou menos como o APT ou o YUM. Dado que o macOS é um Unix e a Apple oferece um bom compilador e conjunto de ferramentas para o mesmo, as pessoas optaram por começar a criar gestores de pacotes para ele, pelo que poderá instalar mui aplicações gratuitas e em código aberto no Mac. O Homebrew também tem um sub-projecto chamado Homebrew Cask, que lhe permite instalar muitas aplicações binárias, i.e., proprietárias ou gráficas, dado que as aplicações gráficas são difíceis de integrara com o sistema caso sejam instaladas com o Homebrew.

Quais os pacotes do KDE que criou para o Homebrew?

Acabei mesmo agora de executar um ‘grep’ no nosso ‘tap’, é possível ver que temos 110 pacotes no total, sendo 67 deles plataformas de desenvolvimento e aproximadamente 39 aplicações. Já incluímos as aplicações mais conhecidas, como o Kate, o Dolphin e o KDevelop, devido aos pedidos dos utilizadores.

Como um utilizador de Mac, o que precisa ter para conseguir instalar as aplicações?

Em primeiro lugar, é necessário seguir o guia de instalação do Homebrew, caso ainda não o tenha feito, estando o mesmo disponível em brew.sh. Depois é necessário aplicar o ‘tap’ no nosso repositório com o seguinte:

brew tap kde-mac/kde https://invent.kde.org/packaging/homebrew-kde.git

Infelizmente bastantes pacotes do KDE não funcionam por si só, mas foi criado um programa que aplica todos os truques necessários, pelo que após o ‘tap’ terá de executar o seguinte comando:

"$(brew --repo kde-mac/kde)/tools/do-caveats.sh"

Boa pergunta. Infelizmente não temos configurado nenhum suporte analítico, sendo que será adicionado à minha lista de tarefas por por fazer. Contudo, dado que que o Homebrew é o gestor de pacotes mais conhecido no Mac, recomenda-se os utilizadores a não o misturar com outros projectos semelhantes para instalar aplicações no Mac, devido aos conflitos. Por isso, sim, penso que é bastante popular.

Quanto trabalho precisava de fazer para ter as aplicações do KDE a funcionar no Homebrew?

Durante a criação dos pacotes actuais, já corrigimos bastantes problemas comuns, pelo que a migração de aplicações novas é relativamente simples. Prometo criar um manual HOWTO para isto, dado já ter sido pedido pelos utilizadores em várias ocasiões.

De momento, os pacotes têm de ser compilados localmente; será que virá a ter disponíveis pacotes pré-compilados?

O Homebrew permite-lhe instalar as aplicações através de Bottles, i.e. pacotes binários pré-compilados. Contudo, o processo de criação de ‘bottles’ está intimamente integrado na infra-estrutura do Homebrew, i.e., é necessário executar o CI com os testes sobre todos os pacotes antes de ser criado o pacote. Como tal, optámos por integrar tantos pacotes quantos possíveis no repositório principal do Brew para eliminar o peso da manutenção.

Existem aplicações para outros ambientes de trabalho disponíveis no Homebrew?

Sim. De um modo geral, se uma dada aplicação é popular e tem um canal de distribuição fora da Loja de Aplicações do Mac, então existe uma boa possibilidade de que já esteja disponível para instalação com uma Brew Cask.

Como é que os autores de aplicações do KDE poderão ter as mesmas disponíveis no Homebrew?

O ‘hardware’ Apple é bastante caro, pelo que arranjar um Mac para cada programador do KDE não será uma boa ideia. Como tal, por agora, são bem-vindos para criar um Pedido de Funcionalidade no nosso repositório. Depois, os utilizadores ou responsáveis de manutenção do Homebrew KDE comunicam os erros caso algo não funcione como pretendido. Estamos a tentar fornecer tanta informação quanta possível a pedido dos programadores do KDE. Contudo, para já, temos um grande conjunto de pedidos pendentes para aplicações do KDE com muitos pequenos erros incómodos. Esperamos ficar muito mais integrados com a infra-estrutura do KDE, i.e., poderemos associar erros no nosso repositório aos projectos oficiais. Já migrámos para o KDE Invent, pelo que esperamos que os erros do KDE sejam migrados do Bugzilla para o KDE Invent em breve.

A outra forma de ter as suas aplicações do KDE compiladas para o Mac é com o Craft. Como é que o Homebrew compila as aplicações em comparação com as mesmas compiladas com o Craft?

Ainda continuo a pensar que o Homebrew é mais amigável para os utilizadores finais. O seu processo de instalação é tão simples como um comando numa única linha. Para adicionar o nosso repositório e começar a instalar aplicações a partir do mesmo, é necessário executar outras duas linhas.

Obrigado pelo seu tempo Yurii.

Versões 20.04.2

Alguns dos nossos projectos são lançados de acordo com as suas próprias agendas e alguns são lançados em massa. A versão 20.04.2 dos projectos foi lançada hoje e deverá estar disponível através das lojas de aplicações e distribuições em breve. Consulte mais detalhes na página da versão 20.04.2.

Algumas das correcções incluídas nesta versão de hoje são:

  • As gravações são repartidas por vários pedidos para os servidores SFTP que limitam o tamanho da transferência

  • O Konsole actualiza a posição do cursor para os métodos de entrada (como o IBus ou o Fcitx) e não estoira mais ao fechar através do menu

  • O KMail gera um melhor HTML ao adicionar uma assinatura em HTML às mensagens de e-mail

Notas da versão 20.04Página de transferências de pacotes na WikiPágina de informação do código do 20.04.2 • [Registo de alterações completo do 20.04.2](https://kde.org/announcements/changelog- releases.php?version=20.04.2)

Novos lançamentos

Kid3

O Kid3 é um programa conveniente e poderoso que permite editar tags ID3 e formatos similares em MP3 e outros arquivos de música.

Neste mês, o aplicativo foi movido para ser hosteado pela KDE e teve seu primeiro lançamento como aplicativo da KDE. As notas de lançamento dizem:

“Além de correções de erros, este lançamento fornece melhorias de usabilidade, atalhos de teclado adicionais e scripts de ações de usuário. Estão de parabéns as várias pessoas da KDE que traduziram a interface e o manual para mais línguas.”

O Kid3 está disponível para Linux, Windows, Mac e Android. Você pode baixá-lo direto do site ou por sua distro ou lojas como Chocolatey, Homebrew e F-droid.


Kid3 no Android

Kid3 no Linux

Kid3 no Mac

Kid3 no FDroid

Kid3 no Homebrew

Kid3 agora no Chocolatey

Calligra

O Calligra é uma suíte de escritório completa e em conformidade com normas internacionais. Ele passou alguns anos sem um novo lançamento, mas acabou de retornar - e com estilo!

A versão 3.2 inclui o Gemini, a suíte de escritório feita especificamente para dispositivos 2-em-1 (ou seja, laptops com telas de toque que também podem funcionar como tablets), foi portado para a nossa framework Kirigami. O programa de desenho, o Karbon, agora tem suporte a documentos de múltiplas páginas, enquanto que o Stage, o editor de apresentações, agora tem suporte a transição automática de slides.


Gemini

Desenhando no Karbon

Apresentações do Stage

O Calliga está disponível na sua distribuição Linux.

Atualização de fontes de dados do Tellico 3.3

O Tellico é um gerenciador de coleções para organizar praticamente tudo que você gosta de colecionar, como livros, bibliografias, vídeos, música, videogames, moedas, selos, cartas colecionáveis, quadrinhos ou vinhos.

Para tornar tudo isso mais fácil, ele possui alguns mecanismos de dados para exibir o que você possui. A nova versão 3.3 que saiu no começo do mês inclui fonte de dados do Colnect, um catálogo de coleções extenso. Várias fontes de dados como Amazon e MobyGames também foram atualizadas.


Tellico com o modelo de dados Colnect

Projetos que estão por vir

Os novos projetos deste mês na KDE incluem o pvfviewer, um visualizador de padrões de ponto-cruz de fotos para você fazer lindos tapetes, e o Alligator, um programa para ler feeds RSS que usa a nossa framework Kirigami.

KDE AppImage

Gostamos de destacar todo mês um novo formato de pacote conteinerizado. O AppImage não é novo, já existe há mais de uma década, mas é bom relembrar já que um bom número de apps da KDE estão disponíveis assim.

O que é um AppImage?

O AppImage é um formato de pacote que fornece um jeito para que desenvolvedores upstream possam fornecer arquivos binários “nativos” para usuários do GNU/Linux de modo similar ao que pode ser feito em outros sistemas operacionais. Ele permite empacotar aplicativos para qualquer sistema operacional baseado no Linux, como Ubuntu, Debian, openSUSE, RHEL, CentOS, Fedora, etc. O AppImage vem com todas as dependências que assume-se não serem parte do sistema do usuário para fornecer uma versão mais recente que roda na maioria das distribuições Linux sem quaisquer modificações.

O que você precisa instalar para fazê-los rodar da melhor maneira?

Para executar um AppImage, você precisa ter o kernel Linux (mais atual que o 2,6) e o libfuse. Essas dependências estão presentes na maioria das distribuições, então você não precisa instalar nada em particular.

Infelizmente o suporte ao AppImage na maioria dos ambientes de desktop (KDE e GNOME) não é completo, então pode ser que você precise de uma ferramenta a mais para criar uma entrada para o seu app no menu. Nesses casos, a depender da experiência de usuário preferida, você pode escolher entre:

  • AppImageLauncher para ver um pop-up ao rodar pela primeira vez, ou

  • appimaged para uma integração automatizada de cada AppImage usado na sua pasta home.

Para atualizar seus AppImages, você pode usar o AppImageUpdate. Ele já vem embutido no AppImageLauncher, então se você já tiver ele instalado, não é necessário instalar mais nada. Apenas dê um clique direito no arquivo AppImage e selecione atualizar. Note que nem todos os empacotadores incluem informações de atualização nos binários, então podem haver casos em que você terá que atualizar manualmente para a nova versão.

Que aplicativos da KDE rodam com eles?

Há vários aplicativos da KDE que já estão sendo distribuídos como AppImage, os mais relevantes são:

  • kdenlive

  • krita

  • kdevelop

O que é o appimagehub?

O modo recomendado de conseguir AppImages é pelos autores originais do aplicativo, mas isso pode não ser prático se você não souber ainda de que aplicativo você precisa. É aí que o AppImageHub entra. Ele é uma loja de software especificamente para AppImages. Lá é possível ver um catálogo com mais de 600 aplicativos para suas tarefas diárias.

Esse site é parte da plataforma OpenDesktop.org que fornece um ecosistema completo para usuários e desenvolvedores de aplicativos livres e de código aberto.

Como criar um AppImage

Criar um AppImage tem tudo a ver com colocar as dependências do seu aplicativo em um único diretório (AppDir). Ele então é compactado em uma imagem squashfs e inclusa num ‘runtime’ que permite sua execução.

Para realizar esta tarefa você precisa das seguintes ferramentas:

No Guia de empacotamento AppImage você encontra documentação extensa sobre como usar essas ferramentas. Você também pode entrar no Canal IRC do AppImage.

Lançamentos 20.04.1

Alguns dos nossos projetos lançam a seu próprio tempo e alguns são lançados em lotes. O conjunto de projetos do 20.04.1 foi lançado hoje e deve ficar disponível nas lojas de aplicativos e distribuições em breve. Dê uma olhada na página de lançamentos do 20.04.1 para os detalhes.

Algumas das correções inclusas neste lançamento são:

  • kio-fish: Apenas armazene a senha no KWallet se o usuário solicitar.

  • The Umbrello Fixes for adding multiline c++ comment support.

  • The scrolling behavior in the Okular document viewer has been improved and is more usable with free-spinning mouse wheels

  • A regression that sometimes caused the JuK music player to crash on start has been fixed

  • O editor de vídeo Kdenlive recebeu várias atualizações de estabilidade, incluindo uma correção na criação de capítulos de DVD e uma melhoria na manipulação de códigos de tempo, manejo de clipes ausentes otimizado, desenho de quadros “fotográficos” em clipes de imagem para diferenciação de clipes de vídeo, e pré-visualizações na linha do tempo

  • O KMail agora lida corretamente com pastas maildir ao adicionar um novo perfil maildir e não tem mais crash ao incluir destinatários demais

  • A importação e exportação nas configurações do Kontact foi melhorada para incluir mais dados

Notas de lançamento do 20.04Página da wiki para baixar os pacotesPágina com informações do código-fonte do 20.04.1 • [Registro completo de alterações do 20.04.1](https://kde.org/announcements/changelog- releases.php?version=20.04.1)

Novos lançamentos

Kid3

O Kid3 é um programa de marcação de ficheiros de música que lhe permite editar as marcas ID3 e outros formatos semelhantes nos ficheiros MP3 e outros ficheiros de música.

Neste mês passou a ser alojado pelo KDE e teve o seu primeiro lançamento como aplicação do KDE. A nota de lançamento refere:

“Para além das correcções de erros, esta versão oferece melhorias de usabilidade, atalhos de teclado adicionais e programas de acções do utilizador. Muito obrigado a várias pessoas no KDE, as quais traduzir a interface do utilizador e o manual para novas línguas.”

O Kid3 está disponível no Linux, Windows, Mac e Android. Poderá tentar obtê-lo a partir da página Web ou através da sua distribuição ou das lojas de aplicações Chocolatey, Homebrew e F-droid.


O Kid3 no Android

O Kid3 no Linux

O Kid3 no Mac

O Kid3 está no FDroid

O Kid3 está no Homebrew

O Kid3 está no Chocolatey

Calligra

O Calligra é um pacote de escritório pleno de funcionalidades e em conformidade com as normas. Tem estado sem versões lançadas há alguns anos, mas agora voltou em grande estilo.

A versão 3.2 inclui o Gemini, o pacote de escritório desenhado especialmente para os dispositivos 2-em-1, isto é, para os portáteis com ecrãs tácteis que poderão corresponder ao dobro dos ‘tablets’, graças à migração para a nossa bela plataforma Kirigami. O programa de desenho Karbon agora suporta documentos que contêm várias páginas. Por outro lado o Stage, o editor de apresentações do Calligra, agora suporta a transição automática de ‘slides’,


Gemini

Desenho do Karbon

Apresentações do Stage

O Calligra está disponível na sua distribuição de Linux.

O Tellico 3.3 Actualiza as Fontes de Dados

O Tellico é um gestor de colecções para manter o registo de tudo o que você possa coleccionar, como livros, bibliografias, vídeos, músicas, jogos de vídeo, moedas, selos, cromos, livros de banda desenhada e vinhos.

Para tornar isto mais simples, tem uma grande quantidade de motores de dados que simplificam a apresentação do que possui. A nova versão 3.3 que saiu no início deste mês adicionou uma fonte de dados para o Colnect, um catálogo abrangente de objectos coleccionáveis. Também actualiza uma grande quantidade de fontes de dados como a Amazon e o MobyGames.


Tellico com o modelo de dados do Colnect

Próximos Projectos

Os novos projectos no KDE deste mês incluem o ‘pvfviewer’, um visualizador de padrões do PC Stitch, para que possa fazer bonitas tapeçarias. Finalmente, apareceu o Alligator, um leitor de RSS que usa a nossa bela plataforma Kirigami.

AppImage do KDE

Em cada mês gostamos de nos focar num dos novos formatos de pacotes em contentores aplicacionais. O AppImage não é novo, sendo que já existe há cerca de uma década, mas vale a pena recordá-lo, dado que um conjunto de aplicações do KDE o usam.

O que é uma AppImage?

A AppImage é um formato de pacotes que oferece uma forma de os programadores oficiais oferecem binários “nativos” para os utilizadores de GNU/Linux da mesma forma que seria feito para os outros sistemas operativos. Permite criar pacotes de aplicações para muitos sistemas operativos comuns baseados no Linux, p.ex., Ubuntu, Debian, openSUSE, RHEL, CentOS, Fedora etc. As AppImages vêm com todas as dependências que se assumem como não fazendo parte de todos os sistemas-alvo numa versão recente, sendo executadas na maioria das distribuições de Linux sem grandes modificações.

O que é necessário instalar para as ter a executar melhor?

Para executar uma AppImage, é necessário o ‘kernel’ de Linux (> 2.6) e a libfuse. Estas dependências estão presentes na maioria das distribuições de GNU/Linux, para que não tenha necessidade de instalar nada em especial.

Infelizmente o suporte de AppImage na maioria dos ambientes de trabalho (KDE e Gnome) não está completo, pelo que poderá precisar de uma ferramenta adicional para criar um item de menu da sua aplicação. Nesses casos, dependendo da UX que preferir, poderá optar entre:

  • AppImageLauncher para uma janela de integração inicial ou

  • appimaged para uma integração automatizada de todas as AppImage’s instaladas na sua pasta pessoal.

Para actualizar as suas AppImages poderá usar o AppImageUpdate. Está incorporado no AppImageLauncher pelo que, se o tiver já instalado, não terá de instalar nada adicional. Basta carregar com o botão direito sobre o ficheiro AppImage e escolher ‘Actualizar’. Lembre-se que nem todos os criadores de pacotes incorporam a informação de actualização nos binários, pelo que poderão ocorrer alguns casos em que tenha de transferir manualmente a nova versão.

Quais as aplicações do KDE que se executam com ela?

Existem diversas aplicações do KDE que já são distribuídas como AppImage’s, sendo as mais relevantes:

  • kdenlive

  • krita

  • kdevelop

O que é o Appimagehub?

A forma recomendada de obter AppImages é a partir dos autores originais das aplicações, mas isso não é muito prático se não souber ainda qual é a aplicação que necessita. Aí é onde surge o AppImageHub. É uma loja de aplicações dedicada apenas a AppImages. Aí poderá encontrar um catálogo com mais de 600 aplicações para as suas tarefas do dia-a-dia.

Esta página Web faz parte da plataforma OpenDesktop.org que oferece um ecossistema completo para utilizadores e programadores de aplicações gratuitas e em código aberto.

Como se pode criar uma AppImage?

A criação de uma AppImage passa pelo agrupamento de todas as suas dependências da aplicação numa única pasta (AppDir). Depois é compactado numa imagem SquashFS e adicionada a um ‘ambiente de execução’ que permite isso mesmo.

Para cumprir esta tarefa, poderá usar as seguintes ferramentas:

No Guia de Pacotes AppImage poderá encontrar uma documentação detalhada sobre como usar essas ferramentas. Também se poderá associar ao canal de IRC do AppImage.

Versões 20.04.1

Alguns dos nossos projectos são lançados de acordo com as suas próprias agendas e alguns são lançados em massa. A versão 20.04.1 dos projectos foi lançada hoje e deverá estar disponível através das lojas de aplicações e distribuições em breve. Consulte mais detalhes na página da versão 20.04.1.

Algumas das correcções incluídas nesta versão são:

  • kio-fish: Só guardar a senha na KWallet se o utilizador o tiver solicitado.

  • O desenhador de UML Umbrello tem agora correcções na adição de suporte para comentários de C++ em várias linhas.

  • O comportamento do deslocamento no visualizador de documentos Okular foi melhorado e é mais útil com rodas de rato com roda livre

  • Foi corrigida uma regressão que fazia com que algumas vezes o leitor de música JuK estoirasse no arranque

  • O editor de vídeos Kdenlive recebeu muitas actualizações de estabilidade, incluindo uma correcção na criação de capítulos de DVD e uma correcção que melhora o tratamento de códigos temporais, o tratamento de ‘clips’ em falta, o desenho de uma imagem “fotográfica” nos ‘clips’ de imagens para diferenciar dos ‘clips’ de vídeo, assim como antevisões na linha temporal

  • O KMail agora lida correctamente com as pastas ‘maildir’ existentes quando adicionar um novo perfil de ‘maildir’ e não estoira mais ao adicionar demasiados destinatários

  • A importação e exportação da configuração do Kontact foi melhorada para incluir mais dados

Notas da versão 20.04Página de transferências de pacotes na WikiPágina de informação do código do 20.04.1 • [Registo de alterações completo do 20.04.1](https://kde.org/announcements/changelog- releases.php?version=20.04.1)